quarta-feira, 29 de junho de 2011
Desejo matinal
Que o barulho a invadir meus ouvidos, seja apenas o gorjeio da passarada e a brisa que invade a janela, conserve o perfume das flores. - Wanderley Andrade
quarta-feira, 22 de junho de 2011
O tempo para ser feliz
O tempo para ser feliz é o tempo presente, portanto, faça um favor a si mesmo, pare de perder tempo, trate de ser feliz neste exato momento.
- Wanderley Andrade
sábado, 18 de junho de 2011
Saudade
Um brinde à saudade, que sempre bate a dizer-me:
Quanta coisa boa você já viveu! - Wanderley Andrade
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Devaneio
Ao sabor da memória enamorada,
Ao som do encantado coração,
Embarco em pensamentos com destino à minha amada.
Vôo livre no espaço, feito as notas da canção
Realidade, sonho, loucura...
Insensatez?
Ao certo não sei...
Certo é que meu destino é Ignêz
Tantos encontros e desencontros, nos caminhos que passei
Nada disso mais importa.
Liberta-te alma sofrida
O presente bate à porta
É o amor que se faz vida
Wanderley Andrade
domingo, 5 de junho de 2011
Entre a distância e a saudade, devaneios em dualidade
"Entre a distância e a saudade,
Somente as lembranças podem confortar nosso coração.”
Esta frase perambulou por aqui por toda tarde
Acredite, um homem derrama lágrimas em profusão
Saudade, sufoca, queima, arde
Deixa o ser humano vulnerável
Estou triste...
O coração não está nada confortável...
Sofre pelo que sonhei e ainda não existe
Está pisado, machucado...
A mente vagueia reticente
Penso ser esta a razão de haver perpetuado meu sorriso numa foto
Com as lembranças meu sorriso desbotou
Gosto do sorriso deste garoto
Ainda aqui dentro mora
Sorrio quando ele se manifesta
Salta assim de repente, quando assusto está fora
Pula, brinca, zomba da vida e faz festa
Esquece tudo que ainda não veio ou já foi embora
Ele fora e eu dentro, olhando a vida pela fresta
Sentimento ambíguo
Um, sonhador, nada o afeta
Outro desaba sobre o umbigo
Que seja amanhã o dia do sonhador
Que esqueça o joio compartilhando o trigo
E a lembrança forjada em esperança
Afinal, sempre alcança quem sonha
Ainda que seja apenas “ESPERANÇA”
Que entre a distância e a saudade,
Não existam apenas as lembranças para confortar o meu coração.
Poema dedicado àquela que é sem nunca ter sido
Que mora aqui sem nunca ter vindo
Mesmo assim, causou este sentimento infindo
Vivido apenas na sua origem, a virtualidade.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Chuva fina

Chuva fina no telhado
Cheiro de terra molhadaImagino você ao meu lado
Teu cheiro invadindo o meu ser
Vejo tua sombra, silhueta amada
Se desenhando na penumbra de minha mente
Aos poucos seu corpo toma formas insinuantes,
Curvas acentuadas, sedutoras, deslumbrantes
Aromas se misturam na captura dos meus sentidos
Rendo-me aos seus encantos, seu cheiro de fêmea
Assaltando os meus pensamentos e desejos incontidos
Teso, entrego-me à conquista, guerreira Afrodite
Dançando o rito do amor, ciranda do prazer
Segredos desvendados, círculos, triângulos...
Geometria universal, ângulos, cantos e recantos
Dentro... Fora... Esquerda... Direita...
Geme, suspira... Côncavo... Convexo,
Sussurros, língua de Eros
Eu em ti, tu em mim
Latejantes... Sexos, mãos, pernas, dedos... Línguas, lábios
Deusa do amor, entregue ao desfrute de seu macho
Tenra, doce,... Preenchida
Lento... Rápido... Velocidade do prazer
Músculos... Contrai... Relaxa
Mastro e bandeira, flamejantes...
Flor e beija-flor...
Gemidos, gritos, toque, rendição...
Chuva fina no telhado, sinfonia...
Sinto, sinta... Sintonia
Trovão, chuva, terra fecunda
Sol e lua... Chuva de estrelas
Homem... Mulher...
E o gozo...
Wanderley Andrade
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