segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Quisera



Quero ser refletido no brilho do teu olhar
Sorrir o teu sorriso
Estar ao lado do teu caminhar
Para ser feliz, é tudo que preciso.

Sorriso lindo, olhar de amor infindo
Segure minha mão, sinta meu coração
Bate tão forte e ecoa, tal como leão rugindo
O sangue corre frenético ao sabor da canção

No enlevo das notas, encontram-se os lábios
Serelepe deslizam os pés, no ritmo da paixão
Dançam as mãos em sincronismo lábil
Eram dois, agora um, valseando no salão

Sonhei
contigo
nele
tu
me
amavas


Wanderley Andrade

domingo, 18 de novembro de 2012

Flamboyant

À sombra de um flamboyant, "onde os sonhos renascem de uma infância onde tudo era flores e paz."


Hoje, meus olhos contemplaram este belíssimo Flamboyant plantado pelas belas mãos de “Fios Dourados”.

O Flamboyant é árvore originária das Antilhas, de flores vermelhas, do gênero Poinciana. Segundo a Wikipédia, a Delonix regia (anteriormente, Poinciana regia Boj.), também conhecida porflor-do-paraíso, pau-rosa, flamboyant, flamboiaiã[1], flamboaiã eacácia-rubra, é uma árvore da família das leguminosas (Fabaceae). É nativa da ilha de Madagáscar e da África tropical.

Deparei com esta imagem e fui tomado por um arroubo de reminiscência e sonho. Eu tenho uma relação especial com Flamboyants, na minha infância em Belo Horizonte, meu primeiro amigo foi um Flamboyant. Infelizmente há quem até hoje não plantou uma árvore, ao contrário de mim, plantei a minha primeira árvore aos cinco anos de idade.

Plantar era a minha brincadeira predileta, a magia da semente germinando, eclodindo em verde e vida, sempre me encantou. E lá estava eu, deitando em terra a semente de meu Flamboyant. Era como se estivesse plantando um sonho. Foi quando aprendi que sonhos são sementes que plantamos, e que; se soubermos cuidar, eles vão germinar e serão grandes árvores a gerar frutos.

Assim foi com a sementinha que plantei, cresceu e tornou-se um belo e pomposo Flamboyant. Mais que isso, criamos entre nós um elo de afetividade. Era com ele que eu me abria, fazia minhas confidências, ria minhas alegrias e chorava as tristezas. Nos momentos de carência, lá estava o meu Flamboyant, pronto para aquele abraço gostoso, daqueles que somente um verdadeiro amigo sabe dar.

Infelizmente, o meu amigo já se foi, a impiedade do machado e do que chamamos de progresso e benfeitorias, levaram-no de mim.

À sombra do meu amigo, sonhei os meus mais belos sonhos; alguns foram realizados, outros não, e muitos que ainda serão realidade.

Hoje, ao ver a foto deste lindo Flamboyant, bateu uma baita saudade do meu amigo. Saudade e melancolia que só são atenuadas pela alegria de saber irei abraçar em breve; não somente o novo “Flamboyant Amigo”; como também a sua tutora, ver de perto o "Sorriso Lindo" de “Fios Dourados”. E tudo isso num pedaço de paraíso dos mais lindos que já vi.

"É justamente a possibilidade de realizar um sonho que torna a vida interessante."

Vou ali, ser feliz. Beijo do Wandy!

Wanderley Andrade


sábado, 17 de novembro de 2012

Citando Millôr Fernandes #1


"Com muita sabedoria, estudando muito, pensando muito, procurando compreender tudo e todos, um homem consegue, depois de mais ou menos quarenta anos de vida, aprender a ficar calado."                          
(Millôr Fernandes)

Oi!


Oi,
Bom dia,
Boa tarde,
Boa noite,
Como vai...
Como foi?

Como pode partir,
Sem ao menos um oi
Levando o meu Sorrir
Deixando-me a amar por dois


Wanderley Andrade

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ser mineiro, ser uai


Ser mineiro...
É ser autêntico, uai!
Tantas reticências...
Velhos axiomas
Nova ortografia
Assombram minha mente
Às favas com as regras do português
Quero mais é falar meu mineirês
Não que seja contra,
Até acho lindo...
O idioma bem falado
É típico de mineiro ser incauto
Ser discreto, não querer ser mal fadado
Mas não tem coisa melhor
Expressar sua verdade, do seu jeito
Nem melhor e nem pior
Apenas ser você, não negar suas raízes
Ser de Minas, expressar suas matizes
Vai mineirinho... vai...
Seja autêntico, na alma, nas reticências...
No resumo das palavras
Grita ao mundo seu Uai!...
Quem te conhecer, não esquecerá...
Jamais!
Oh, Minas Gerais!

Wanderley Andrade

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Timidamente



Mãos, olhos, boca, coração...
A mente, no descontrole do pensamento,
Embolou tudo, numa grande confusão,
Havia tanto a dizer naquele momento.

Os Olhos desviaram,
A boca secou,
As mãos gelaram,
O coração disparou.

Queria tanto, dizer um poema,
Expressar o que só o coração via...
Emudeci, a pensar nesse dilema
O que dizer? Ela é a poesia.

Wanderley Andrade

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Um flash no tempo


Impulsos elétricos tomam sua mente
Relembra momentos que gravou na memória
Imagens não reveladas de fotos que não tirou
Reminiscências de uma vida distante, vidinha pacata de interior
Sonhos de menina desejando o mundo abarcar
Da vida, o tempo é senhor, os sonhos crescem, tomam forma
Lugares que ficam, outros que chegam...
Amores vêm e vão, vida que segue ao sopro do vento
Vitórias, derrotas e porque não... Empates
Nos embates da vida tudo é possível, até mesmo o abstrato
Tudo é relativo, há somente uma certeza
Tudo passa, exceto a memória que insiste em contar a história
Uma breve pausa no curso do pensamento...
O passado se foi, tudo valeu a pena
Sua alma nunca foi pequena
Os olhos brilham no escuro,
Um cintilar de certezas para o futuro
Fotografia revelada num flash da mente
Um bocejo, o dia adormece
Noite sagrada lavando o cansaço
Amanhã novo sol, novos horizontes a conquistar

Wanderley Andrade

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Coração atordoado



Bate, bate coração atordoado
Pulsa em desalinho
Deixa-me com cara de abobado
Eu sei, tudo que queres é um pouco de carinho.

Wanderley Andrade

Aldravia WA 01


vazio
na
sua
medida
vem
preencher

Wanderley Andrade